28 de janeiro de 2019

SteamWorld Dig

Outra capa feita.
Desenvolvido por: Image & Form
Publicado por: Image & Form
Produtor: Shigeki Takeuchi
Designer: Agnieszka Mikucka
Compositor: Mattias Hammarin
Plataforma(s): Nintendo 3DS, Nintendo Switch, Nintendo WiiU, PlayStation 4, PlayStation Vita, PC, Linux, MacOS XboxOne
Lançamento: 07-08-2013 (EU), 08-08-2013 (EUA), 20-11-2013 (JP)
Género(s): Acção, Aventura, Plataformas, Metroidvania
Modos de jogo: Modo história para um jogador
Media: Formato Digital
Funcionalidades: Gravação de progresso no cartão SD
Estado: Não se aplica
Condição: Não se aplica
Viciómetro: Acabei-o uma vez.

(Fun fact: as primeiras laranjas, não eram cor de laranja.)

Um dia normal nas minas.
Há uns valentes anos atrás, o Club Nintendo era um bom clube. Comprar jogos significava pontos para adicionarmos à nossa conta que depois podiam ser trocados por recompensas, chamemos-lhes assim, pela nossa lealdade (ou pela lealdade da nossa carteira). E estas recompensas eram variadas, exclusivas e acima de tudo físicas. Se tivessem pontos suficientes, podiam até trocar por um CD com a banda sonora de um jogo, um comando único para a vossa Wii e até uma estátua do Link! A escolha era variada ainda que bastante limitada em termos numéricos e por vezes quando um item desaparecia era de vez. Mas dava sempre gozo ir juntando os pontinhos para tentar sacar algo porreiro. Ainda consegui uma ou duas coisitas sendo que no final de vida do clube, começaram a aparecer as recompensas digitais, ou seja, jogos. Também não era nada mau, uma vez que os pontos pedidos eram não eram valores absurdos. Mas o clube fechou e deu origem ao My Nintendo, uma sombra do que o Club Nintendo fora no passado, com um sistema de pontos mau que recompensa mais quem compra online do que físico (na 3DS é assim, na Switch o físico ainda consegue sacar os pontos da compra). E as recompensas são na maioria más, com jogos a pedirem mais pontos do que aquilo que valem e como os pontos expiram, há que gastá-los em algo. O jogo que apresento hoje até foi uma boa surpresa pois tinha pontos de ouro suficientes para o mesmo e não havia mais nada de jeito para trocá-los. Isto foi algures entre Maio e Junho de 2018.


Zombies subterrâneos...
SteamWorld Dig marca o início desta pequena mas brilhante série onde começamos a nossa demanda com Rusty, um robot a vapor cujo objectivo é entrar numa mina por baixo da cidade de Tumbleton e cavar o seu caminho em busca de tesouro e outras tantas coisas de valor. Como é de calcular, Rusty vai encontrar algo mais do que riqueza nesta pequena aventura, pelo que nos cabe a tarefa de abrir caminho como bem entendermos.

Tal como a sua sequela, SteamWorld Dig apresenta-nos uns visuais bem coloridos e muito bem animados, recheados de pequenos pormenores ao longo dos diferentes locais que podemos visitar e explorar, ainda que tudo vá parecer bastante castanho e alaranjado pois trata-se de um jogo que se passa maioritariamente debaixo do chão. Ainda assim, nada que nos aborreça a longo prazo até porque o jogo é relativamente curto. A performance é óptima, com uma frame rate constante e sem slowdowns de espécie alguma e o efeito 3D tem uma boa profundidade, proporcionando uma experiência agradável. Em termos sonoros, temos uma banda sonora com uns ritmos western, acompanhada por alguns tons de mistério que permitem manter o ambiente do jogo em boa onda. Os efeitos sonoros são bastante decentes na sua execução sem nada de relevante ou negativo a apontar.

Aqui não há descontos!
SteamWorld Dig é um jogo onde o objectivo é cavar, apanhar tesouros e outras coisas de valor bem como ir fazendo upgrade ao nosso equipamento e nesse campo faz tudo com mestria. A jogabilidade é bastante simples e fluída, onde rapidamente nos habituamos ao controlo seja a explorar ou a combater os inimigos que nos vão fazendo frente. A grande diferença este jogo para a sua sequela é que sempre que começamos a jogar, os níveis são gerados aleatoriamente com os tesouros e itens a mudarem de lugar. Isto permite múltiplas rondas e todas elas serão diferentes, pois as coisas nunca são iguais duas vezes. Por outro lado, se nos perdermos ou ficarmos encalhados, podemos sempre auto-destruir o nosso Rusty e começar do topo. Se porventura morrermos em algum local, o nosso loot fica lá para ser recolhido mas pagamos sempre o preço pelo nosso infortúnio. Na cidade podemos interagir com NPCs e fazer umas comprinhas. O ecrã táctil pode ser utilizado para diversas tarefas ainda que não fosse de todo necessário.

Apesar de ser de uma simplicidade extrema, especialmente porque joguei a sequela antes, SteamWorld Dig não deixa de ser um jogo muito bom que pode ser jogado várias vezes pela sua natureza random mas no final a experiência acaba por ser a mesma. E é isto que o torna num JOGALHÃO DE FORÇA!

Próximo jogo: um RPG sci-fi clássico, na PS2.

MURRALHÕES DE FORÇA:
 

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